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ALESSANDRO PENEZZI E ARNALDO FREITAS

Arnaldo Freitas, que desde menino, nas fazendas de gado, onde nasceu e foi criado, em Echaporã, se nutria da essência da música caipira, inspirado pelas genialidades de Tião Carreiro e Bambico, teve no meio rural o seu pilar para a arte. O músico, no entanto, não se limitou ao seu lugar de origem. Ele quis mais da música e da viola. Bebeu e bebe da fonte da música popular brasileira, do choro e do flamenco. E se inspirou inclusive na técnica do próprio Alessandro para desenvolver para si, um estilo totalmente original e inédito para viola caipira, o picado a três dedos.

Alessandro, apesar de sua formação em violão erudito, dá vazão à sua arte com a música instrumental popular brasileira, com o choro. Todavia, como bom piracicabano, Penezzi também é influenciado pela música raiz do interior. E este trabalho expressa exatamente isso: o encontro de dois instrumentistas paulistas, com seus instrumentos diferentes, lugares e artes distintas, mas que dialogam, se complementam em sintonia perfeita.

Neste sentido, o duo inclui, naturalmente, suas técnicas de picado a 3 dedos aplicadas à viola e ao violão 7 cordas, e as influências que os músicos têm de grandes compositores brasileiros, entre os mais afetos a este projeto estão Bambico, Tião Carreiro, Renato Andrade, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Pixinguinha entre outros. Essas referências se traduzem em uma música original e contemporânea, de alma brasileira, a um tempo de alta sofisticação técnica e de compreensão acessível pelo público.

Foto Coletivo REC

SÁB | 16 OUT 2021 | 19h

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